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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A Igreja do Século 20 - A história que não foi contada

Muitos cristãos pensam que história da Igreja é assunto só para teólogo. Essa é uma das maiores falácias dentro das igrejas hoje. Depois da Bíblia não existe nada mais importante para um cristão do que estudar a história da Igreja. Se não conhecermos o que Deus fez no passado, como saberemos o que Ele deseja fazer no futuro?

Foi pensando na necessidade da igreja brasileira conhecer sobre o que Deus tem feito nos mais diversos lugares e com as mais diferentes partes do Corpo de Cristo que a Impacto Publicações e Editora dos Clássicos se uniram para publicar a terceira edição do livro “A Igreja do Século 20 – A história que não foi contada”. A obra que nasceu, primeiramente, na sala de aula de um seminário para obreiros em 1989, teve sua primeira edição em 1996 e a segunda em 2002 e hoje, além de nova capa, recebeu nova edição ortográfica e notas editoriais atualizadas.

Escrito por John Walker, e com colaboração de outros autores, a obra está longe de ser um livro exaustivo sobre a igreja no século 20 – sua intenção é mostrar os principais moveres de Deus neste século, além de trazer à tona histórias quase nunca contadas pela maioria dos livros (como a história do Movimento Chuva Serôdia, de Paul Cainn e do Movimento de Restauração na Inglaterra). Outro aspecto interessante é a franqueza e honestidade do autor(es) em passear por movimentos tão diversos e trazer ao leitor uma reflexão sobre o que podemos aprender com cada erro e acerto vivido no passado.

Através de 17 capítulos o leitor poderá conhecer: a história do movimento pentecostal, das grandes campanhas de cura, do movimento carismático, do avivamento entre os católicos, do movimento de discipulado na Argentina e EUA, do avivamento na china comunista, do escândalo entre os televangelistas americanos, do avivamento entre os hippies e muito mais.

Inspirador, “A Igreja do Século 20” já foi lido por pessoas de diversas partes do Brasil. E os resultados são, quase sempre, os mesmos: pessoas são impactadas e inspiradas com os grandes feitos do Senhor no passado, outras passam a reconhecer a mão de Deus em outras partes do Corpo de Cristo deixando cair os rótulos e preconceitos, e outras, ainda, tem seus olhos abertos para a realidade de que Deus está graciosamente restaurando a Sua Igreja para a Segunda Vinda de Cristo.









quinta-feira, 10 de maio de 2012

A inocência do Padre Brown


Conheci G. K. Chesterton pelas letras de Philip Yancey. No livro "Alma Sobrevivente" Yancey conta como o escritor, jornalista e crítico britânico influenciou sua vida espiritual e sua carreira jornalística. Eu também já havia lido algumas páginas de seu livro "Ortodoxia" e  percebido como a crítica e o humor trabalham juntos na sua literatura.

Mas foi lendo "A inocência do Padre Brown" que conheci uma das faces mais encantadoras de Chesterton: a da literatura de ficção. A obra que é a junção de diversos contos, expressa o ar da Inglaterra do século de 19 e, envolvendo muitos crimes e mistérios a serem desvendados, usa o Padre Brown (personagem principal) para expressar críticas ao modernismo e elevar a sabedoria dos místicos cristãos.

Padre Brown é um clérigo diferente de todos os outros. Talvez apareça nas obras de Chesterton justamente para isso: para sugerir uma melhor visão sobre a religião e o cristianismo. Enquanto todos esperam que um padre seja do tipo recatado, sem graça, apático ou, até mesmo, burro, Brown aparece como um padre inteligente, humano e esperto. Não é do tipo que fica apenas envolvido com as confissões e pecados de seu rebanho, mas se envolve com todo o contexto que o pecado pode causar: os crimes. Por isso Brown, além de clero é também, por natureza, um fantástico detetive.

Por isso que eu digo que ler Chesterton é uma proveitosa leitura de descanso. Seus contos são escritos com um enredo riquíssimo, além do clima de aventura e suspense, típico inglês, por isso são divertidos, inteligente e faz pensar. O que mais me fez pensar lendo esse livro foi a reflexão que o autor propõe quando mostra um padre se sobressaindo na sociedade por fazer uso dos maiores benefícios que o cristianismo pode ter.

Brown é um cristão autêntico em toda a sua humildade e sabedoria. Por entender muito bem a maldade humana, ele consegue desvendar os criminosos antes de todos. Ele mesmo diz que desvenda os crimes porque se coloca no lugar do criminoso e não é difícil encontrar as respostas, porque se tivesse oportunidade talvez faria o mesmo. Diferente de Sherlock Holmes, Brown é intuitivo e ganha muito com isso.

Por fim é importante dizer que lendo as aventuras do padre de Essex ficamos muito próximos da mente de Chersteton, que ganhava na defesa do cristianismo contra a filosofia barata moderna cientificista .



quinta-feira, 8 de março de 2012

Antes da Escolha



Apesar de não ser um livro que fala necessariamente sobre casamento e escolhas, Coração Selvagem (CPAD), de John Eldredge, é uma obra essencial para o homem que deseja casar-se e está à procura de sua costela. Eldredge, que é conselheiro, palestrante, escritor e faz parte do ministério Focus on the Family, tem a habilidade de escrever e falar diretamente ao coração do homem. Atraente e cheio de ilustrações, inclusive de filmes, seu livro fala sobre três questões: que todo homem é um herói, tem uma missão e precisa ter uma companheira para ajudá-lo e acompanhá-lo na missão.

O problema é que, hoje em dia, tudo está bagunçado. Por não terem uma missão definida, os homens acabam achando que as mulheres são a sua aventura. E trocam a missão da vida pela busca de uma companheira. Por isso, quando, finalmente, conquistam uma mulher, perdem o sentimento de aventura, e o casamento torna-se algo sem sentido. Em onze capítulos, o autor fala sobre hombridade, o que verdadeiramente constitui um homem, sobre feridas, paternidade e, finalmente, sobre a necessidade que todo homem tem de ter “uma donzela para salvar” e “uma aventura para viver”.

Gosto do livro de Eldredge porque ele alerta os homens de que, antes de escolher a companheira, é preciso ter bem claro qual é a sua missão. Afinal, como se escolherá uma ajudadora idônea para uma missão se o homem nem sabe que missão é essa e para onde pretende ir?

Depois de ter escrito para os homens, Eldredge lançou, juntamente com a sua mulher Stasi, o livro Em Busca da Alma Feminina (Editora Thomas Nelson). Na mesma linha de pensamento, o casal trata de aspectos da feminilidade e busca falar ao atual coração ferido das mulheres. Os dois falam sobre a necessidade que toda mulher tem de ser resgatada, de transmitir beleza e, principalmente, de acompanhar um herói numa jornada. Antes de falar sobre escolha, é preciso falar sobre nós mesmos e nossos caminhos. Os dois livros são um verdadeiro tratamento à alma do homem e da mulher, que também precisa ser tratada pelas mãos de Deus antes do casamento.

http://www.revistaimpacto.com.br/ultima-palavra-a-motivacao-correta-para-o-casamento

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Amar o próximo, de Wayne e Clay Jacobsen

Acaba de ser lançado o novo livro de Wayne Jacobsen, coautor do romance americano “A Cabana” e autor de “Por que você não quer mais ir à Igreja?” e “Deus me Ama”. Intitulado pela Editora Sextante como “Amar o próximo”, esta é a sua obra mais recente publicada no Brasil e fala sobre a possibilidade de vivermos amizades cristãs verdadeiras, mesmo em tempos de tanta superficialidade, inclusive dentro das igrejas.

O autor, que desta vez trabalha em coautoria com seu irmão Clay Jacobsen, continua no mesmo estilo de “Deus me Ama”, mas agora desbrava a área dos relacionamentos horizontais. Enfatizando a necessidade de relacionamentos autênticos como prática de um estilo de vida cristã original, os autores percorrem o Novo Testamento apresentando diversas referências onde os relacionamentos aparecem como um assunto de grande importância para Jesus e seus apóstolos.

Apesar de não ser um romance, e sim um livro de aconselhamento, Wayne permanece com seu estilo de contar histórias e testemunhos reais. Desta vez, desafiando o leitor a experimentar, mesmo que seja em pequenos passos, a possibilidade de envolvimento com o outro.

A obra que é dividida em quarto partes (Parte 1: Começando Internamente; Parte 2: Abrindo a Porta; Parte 3: Compartilhando a Jornada; Parte 4: Para Relacionamentos Maduros) foi escrita baseada em todos os mandamentos mútuos da Bíblia, onde aparecem os termos “uns aos outros”. Cada capítulo aborda um ou mais mandamentos e, ao final de cada um, os autores sugerem uma série de perguntas para discussões que podem levar a uma ótima sessão de terapia em grupo!

É importante ressaltar que a tradução para o português perdeu um pouco do sentido original. Além do título, que em inglês, tem muito mais impacto (“Relacionamentos Autênticos”), traduções de versículos bíblicos que trazem, por exemplo, “amar uns aos outros” são apresentados como “amar o outro” e o termo recorrente “one anothering” que significa “mutualidade” ou “reciprocidade” foi erroneamente adaptado para “solidariedade”.

Apesar disso, esse é um livro que pode até causar mais impacto do que o livro anterior, “Deus me Ama”, porque mexe diretamente com nossa prática diária. É leitura edificante e atual, tanto para leitores cristãos como não-cristãos, porque parte do pressuposto de que “não adianta dar aos outros aquilo que você não recebeu do próprio Deus”. E este é o motivo para os autores lançarem a base de que é necessário deixar o amor de Deus nos tratar internamente, para que exteriormente ele possa alcançar nossos irmãos.

Já no terceiro capítulo, um dos melhores, eles falam sobre o desejo de todos nós de termos “um lugar macio onde cair”, de desfrutar de amizades que possam nos amparar quando caímos ou fracassamos. Afinal, quem não gostaria de ter amigos verdadeiros que, apesar de nossos pecados e fraquezas, nos trarão graça ao invés de mais condenação? Usando o exemplo de Jesus e a mulher pega em adultério (Jo 8.11), somos convidados a ser um lugar macio e seguro para o nosso próximo através da arte do perdão e a deixar de lado o medo de relacionamentos.

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AMAR O PRÓXIMO
– Aprendendo a criar relacionamentos significativos
Wayne Jacobsen e Clay Jacobsen
Editora Sextante
1 Edição, 2011
R$ 20,00

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sábado, 29 de outubro de 2011

Proteção contra o Engano

Um dos melhores livros que já li!

Derek Prince pode ser considerado autoridade quando o assunto é “sinais e maravilhas”. Não que ele tenha sido um grande ministro de cura, mas porque foi alguém que iniciou seu ministério nas décadas em que o Espírito Santo começou a invadir as igrejas tradicionais. Então, sem preconceitos, Derek é alguém que esteve familiarizado com experiências sobrenaturais, além de ser um verdadeiro mestre da Palavra.E uma excelente demonstração de seu equilíbrio e sensatez bíblica é seu livro “Proteção contra o Engano”, onde ele não desfaz das verdadeiras experiências espirituais, ao mesmo tempo que busca levar o leitor à maturidade em relação ao assunto.

Portanto, esse é um livro essencial para quem teve (ou tem) experiências com os moveres sobrenaturais ou têm dúvidas sobre o assunto. Já que experiências sobrenaturais têm sido cada vez mais comuns em nosso país, líderes da igreja no Brasil também seriam muito enriquecidos com a leitura desta obra. Isto porque, como o próprio autor fala: “a verdade não é determinada por sinais e maravilhas”, ou seja, não significa que todo o sobrenatural vem da parte de Deus.

Muito pelo contrário. Prince começa sua obra constatando a situação atual da igreja como uma época de misturas, onde o Espírito Santo atua, mas também outros espíritos (que não são da parte de Deus) têm atuado também. Por isso, ele nos alerta: “o maior perigo neste final dos tempos não é doença, pobreza ou perseguição, mas sim o engano!”. Precisamos estar maduros e em alerta para não sermos enganados, pois até mesmo Satanás opera sinais e maravilhas (2 Tss 2.9-12).

Apesar de pequeno, “Proteção contra o Engano” é um livro completo. Depois de explicar o que acontece dentro da igreja quando há mistura de espíritos, o autor gasta um bom tempo falando sobre a identidade do Espírito Santo – afinal se conhecermos bem o verdadeiro, nunca seremos enganados pelo falso. Depois ele também explica sobre a personalidade humana e como a nossa alma e coração (Jr 17.8) podem confundir e atrapalhar o agir do Espírito de Deus. E por fim, depois de contar histórias reais, usar diversas bases bíblicas e exemplos na história da igreja, Derek oferece ao leitor quatro salvaguardas para se proteger contra o engano. Entre elas, humildade e amor pela verdade.

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PROTEÇÃO CONTRA O ENGANO
–
Navegando pelo campo minado dos sinais e maravilhas
Derek Prince
Editora Worship
1 Edição, 2000
R$ 12,00 (valor promocional)

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sábado, 15 de outubro de 2011

Avivamento para o Coração, Nancy Leigh De Moss














O maior motivo para alguém ler Nancy DeMoss é, principalmente, por causa de sua humildade. Mesmo sendo uma conferencista de renome e alguém que vivenciou um poderoso avivamento após sua própria pregação, ela é uma das autoras mais sinceras e simples que já li. Em seus livros, Nancy não tem medo de falar sobre suas fraquezas e confessar seus pecados, o que nos traz confiança de que quem escreve é alguém que passa por dificuldades, assim como nós.

A série “Avivamento para o Coração”, que leva o nome de seu ministério, é a série que mais expressa à ênfase de suas pregações e pode ser considerada um guia para o crescimento da vida cristã, já que trata de assuntos básicos – e hoje, tão difíceis de serem vividos – como quebrantamento, rendição e, principalmente, santificação.

Em Quebrantar-se completamente diante de Deus, estrategicamente o primeiro da série, a autora fala sobre o quebrantamento como ponto de partida para tudo na vida autêntica do cristão. Recheando a obra de exemplos bíblicos e testemunhos, DeMoss mostra como qualquer um pode ser alvo do orgulho, e enfatiza que a mensagem do arrependimento e quebrantamento não é apenas para adúlteros e filhos pródigos, mas também para cristãos de longa data.

Dando continuidade ao processo, em Render-se completamente a Deus, a mensagem da liberdade que nos está proposta através da rendição ao senhorio de Cristo – o segundo passo natural após o quebrantamento – fica clara em todo o livro. Decidida a ser prática e ajudar ao leitor a reconhecer suas resistências, a autora traz em cada capítulo aplicações práticas, perguntas e reflexões que certamente o ajudará a dar passos práticos rumo à entrega total de sua vida.

Indo ainda mais longe, Santificar-se completamente para Deus lida com a maior das dificuldades dos cristãos atualmente: a vitória sobre o pecado e a conquista da santidade. Este é o livro mais longo da série, e, portanto, o mais completo no quesito “base bíblica”. Nele, Nancy fala sobre a beleza da santidade de Deus revelada no Antigo Testamento através do sacerdócio, da lei e do tabernáculo e desmistifica todos os falsos conceitos sobre o que significa, realmente, ser santo. Os conselhos práticos continuam, especialmente, quando explica que o caminho para a santidade não é apenas dizer “não” ao pecado, mas “sim” a graça de Deus que pode se dar, principalmente, em relacionamento com os irmãos.

A palavra “completamente”, presente em todos os títulos da coleção, resume acertadamente o objetivo das três obras: levar o cristão ao verdadeiro nível de inteireza que Cristo convidou e convida seus discípulos. Como não passa de 200 páginas (cada livro), esta é uma série ideal para leitores iniciantes, recém-convertidos e cristãos que, humildemente, podem confessar que ainda precisam de mais de Deus!

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SÉRIE AVIVAMENTO PARA O CORAÇÃO
Quebrantar-se completamente diante de Deus (livro 1)
Render-se completamente a Deus (livro 2)
Santificar-se completamente para Deus (livro 3)
Nancy Leigh DeMoss
Editora Betânia
1 Edição, 2006
R$ 18,75 (livro 1)
R$ 19,90 (livro 2)
R$ 22,15 (livro 3)

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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Alcançando os que ficaram à beira do caminho

Apesar de ser um livro prático, “Alcançando os necessitados” (em inglês: Buscando os nossos irmãos) é também um testemunho da vida do seu autor. E a história começa assim: um solitário drogado se lança ao altar de uma igreja cristã e depois de passar boa parte da juventude sendo procurado pela polícia, agora se percebe perseguido pelo amor de Deus e totalmente marcado para amar os outros. Esta é a história de Bart Pierce, um jovem da década de 70, que se tornou o pastor de uma igreja que decidiu alcançar “aqueles que ninguém quer”.

Na obra, Pierce usa o exemplo dele e de sua congregação para apresentar ao leitor o aspecto essencial da igreja: um refúgio transformador para uma sociedade em decadência. Começando com sua parábola preferida, a do Bom Samaritano (Lc 10.25-37), o autor nos abre os olhos, apresentando Cristo como o samaritano. Rejeitado pelo seu povo, ele passou pela Terra e viu os rejeitados e excluídos da vida, e tratou de levá-los para uma hospedaria, até que, em breve voltasse. Segundo Pierce, essa hospedaria é a igreja, que recebe e cura os irmãos feridos que ficaram à beira do caminho.

Ele usa mais de 150 páginas, cheia de testemunhos e histórias bíblicas, para transmitir a simples verdade de que Cristo nos alcançou, e nisso há poder suficiente para alcançarmos nossos irmãos. Unindo paixão por Cristo e compaixão pelos outros, a obra nos chama de volta à nossa identidade de “embaixadores do amor e da misericórdia de Cristo, guardiões de nosso próximo”.

Apesar de estimular o trabalho das congregações em suas localidades, a leitura é também extremamente rica para nos inspirar individualmente. O autor anuncia o levantamento de uma geração como José, que, apesar de solitário, sonhou e agiu no seu tempo, abençoando e saciando a fome dos seus irmãos através da sua justiça.

Este é um tipo de livro que talvez incomode muitos de nós que estamos acomodados com a vida cristã estéril. Mas é uma leitura essencial para ajudar a perder o medo de amar o próximo à beira do caminho. No final da obra, há testemunhos inspiradores e um recheado apêndice de dicas e sugestões práticas para uma igreja que deseja ser mais atuante no indispensável ministério de ação social.

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ALCANÇANDO OS NECESSITADOS
Como a igreja pode criar um programa de ação social e desenvolver-se de forma prática no amparo às pessoas necessitadas
Bart Pierce
Editora Betânia
1 Edição, 2003
R$ 12,00 (preço promocional)

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segunda-feira, 30 de maio de 2011

A Mensagem, de Eugene Peterson


Chegou na versão brasileira a paráfrase bíblica A Mensagem, de Eugene Peterson. A obra que é fruto de 40 anos de pastorado, misturado com o desejo de tornar a palavra de Deus mais acessível e conquistável ao rebanho, foi sucesso de vendas nos EUA desde que foi lançada, em 2004. Os benefícios da obra estão, além da linguagem, na diagramação. O texto está colocado em apenas uma coluna, semelhante a livros comuns e livre de versículos alocados no início das frases, o que facilita ainda mais uma leitura direta.

Quando era pastor, Eugene se deparou com o terrível desinteresse de muitos cristãos em conhecer a Palavra. Foi daí que encarou como sua missão a responsabilidade de fazer entendida a mensagem da Bíblia entre o seu rebanho. Como ele mesmo diz, seu texto foi “moldado pelas mãos de um pastor atuante”, e esta é a explicação de uma linguagem tão pessoal.

Contudo, A Mensagem não pode ser considerada uma “versão bíblica” – por isso o termo “paráfrase”. Apesar do uso dos textos originais, em hebraico e grego, Peterson que além de escritor e professor de teologia é poeta, deixou-se levar pela liberdade de interpretação e adaptação à linguagem contemporânea americana.

Muitas críticas foram feitas à obra e alguns estudiosos alegaram erros e desprezo às doutrinas que precisariam de palavras específicas para obter validade. Eles podem ter razão. Alguns trechos bíblicos ficam realmente vagos na variante de Peterson – como Lucas 5:33*, por exemplo – enquanto que outros ficam extremamente poderosos, como Isaías 40:3**, ou extremamente pessoais como Apocalipse 1:3***.

O que precisamos ter em mente antes de ler a bíblia de Peterson é sua própria intenção e indicação quanto à obra. O autor não a indica para estudo e pregação; sua recomendação é apenas para que seja lida, de forma despretensiosa, como leitura de relacionamento e descanso. Se o objetivo é captar o contexto geral das Escrituras, podemos ser preservados de tropeços doutrinários quanto às mudanças radicais em relação aos textos originais. Portanto, considero, como Peterson, a leitura de A Mensagem válida, desde que não desprezemos as nossas versões tradicionais.

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* “Depois que os noivos forem embora, o jejum pode começar. Ninguém joga água fria na fogueira enquanto tem gente em volta. Essa é a vinda do Reino.” Lucas 5:35 (A Mensagem)

“Dias virão, porém, em que o esposo lhes será tirado, e, então, naqueles dias, jejuarão.” Lucas 5:35 (Almeida Revista e Corrigida, 1995)

** “Trovão do deserto! ‘Preparem-se para a chegada do Eterno! Tornem o caminho plano e reto! Um caminho adequado ao nosso Deus.’” Isaías 40:3 (A Mensagem)

*** “Leitor, você é um abençoado! São abençoados também os que ouvem e guardam estas profecias, todas as palavras escritas neste livro! O tempo está para se cumprir.” Apocalipse 1:3 (A Mensagem)

A MENSAGEM, Bíblia em Linguagem Contemporânea
(Tradução da The Message)
Eugene Peterson
Editora Vida
2011

[Texto publicado em www.revistaimpacto.com.br]

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Um rápido resumo da obra de C. S. Lewis


“Cristianismo Puro e Simples” é uma tentativa de Lewis em explicar e defender a fé cristã comum, que recebeu após muita relutância e, ao mesmo tempo, um precioso encontro com Deus. Escrito em 1963, o conteúdo é altamente atual e traz, na verdade, reflexões e críticas que seriam novidades para muitos cristãos de hoje.

Apesar do autor querer conscientizar os cristãos da sua própria fé, o começo da obra parece muito mais destinada à nãos cristãos, já que o ponto de partida é algo comum à toda humanidade: a lei natural. Essa é a base da defesa de Lewis, dizer que existe uma lei natural ao homem que diz dentro de sua consciência o certo e o errado.

Ele mesmo confessa que muitos estudiosos alegam que toda essa ideia de certo e errado é relativo à cultura, contudo Lewis defende – com bons argumentos – que apesar de algumas leis serem concernente à sociedade de onde surgiu, existe uma lei absoluta em qualquer cultura ou tempo. Essa é a “Lei do certo e do errado” também chamada de “Lei moral”, “Regra de bom comportamento” ou “Lei da natural”.

Há razões para crermos nisso. Uma delas é que os homens sempre estiveram assombrados pela ideia de um padrão de comportamento que se sentem obrigados à por em prática, mas nunca conseguem praticá-lo. Outra, é que as leis culturais e sociais são muito semelhantes entre si, apesar das diversidades culturais, o padrão é geralmente o mesmo. Um bom exemplo é o da infidelidade. Há países em que é permitida a poligamia, contudo em nenhum é permitido que se tenha relações com uma mulher já comprometida.

Se existe uma lei em nós, que é um padrão natural do ser humano e a humanidade, geralmente, não consegue cumpri-la, isso significa que ela veio de algo fora de nós. Queremos sempre saber o que existe acima de nós ou fora de nós. “Existe apenas um caso no qual podemos saber se ‘esse algo mais’ existe, a saber, o nosso caso”, explica Lewis, advertindo-nos voltar nossa atenção para algo que se manifeste dentro de nós mesmos.

O autor conclui sua defesa à respeito da lei moral, alegando que através dessa regra que existe em nós, podemos encontrar indícios de uma pessoa. Chegamos então à ideia de que existe uma pessoa fora de nós, que em algum momento colocou na nossa cabeça o princípio do certo e do errado. Para alguns, essa lei é dura e não possui nada de indulgente. Então já que começou a falar sobre Deus, Lewis descortina ao leitor sobre “o que acreditam os cristãos”, com o objetivo de revelar mais sobre o conceito de divindade.

Começa diferenciando os cristãos dos panteístas: “cristãos pensam que Deus inventou e criou o universo como um homem que pinta o quadro ou compõe uma música. Um pintor não é o que ele pinta”. Vai mais além, contando sobre a invasão do pecado no mundo e como isso não era vontade de Deus. Mas o que Deus fez diante da maldade que está corrompendo seus sonhos? Primeiro: deu à humanidade uma consciência, o sentido de certo e errado. Segundo: enviou à raça humana “sonhos bons” e terceiro: escolheu um certo povo (os judeus) e revelou à eles sua pessoa e que ele exigia uma boa conduta.

Outra coisa em que os cristãos acreditam é o arrependimento. Que significa desaprender toda a presunção e obediência a vontade própria, é depor as armas, render-se, pedir perdão e dar-se conta que tomou o caminho errado e estar disposto a começar uma vida do zero. Mas, “na verdade, só um homem bom pode arrepender-se. E isso nos leva a um paradoxo. Só uma pessoa má precisa do arrependimento, mas só uma boa pessoa consegue arrepender-se perfeitamente”. Só uma pessoa perfeita seria capaz de arrepender-se. Somos levados então à principal crença de um cristão: a morte de Cristo de algum modo encerrou nossos problemas com Deus.

Para entender melhor o homem, seu funcionamento e seu relacionamento com Deus após o pecado, Lewis entra na questão da moral. As regras morais são como instruções para fazerem as “máquinas humanas” funcionarem bem e sem problemas. Entre tanto para que o homem funcione bem, é importante que três aspectos da sua vida estejam bem. A primeira é o interior, a segunda, é a relação externa com os outros e a terceira é o rumo, o propósito, a missão de vida, para onde esse homem está indo. Na sociedade, existem diversas leis para que a convivência e o homem tente viver bem, fazendo sua máquina funcionar. Mas uma coisa é fato: nenhuma lei consegue mudar a maldade do homem.

Após falar sobre caridade, fé, orgulho, esperança, prudência e outras virtudes cristãs, Lewis começa a falar sobre a diferença entre ser gerado ou criado por Deus. Conclui então que os cristãos são diferentes de todas as outras pessoas. A humanidade foi criada pelas mãos de Deus, entretanto, apenas alguns foram gerados por Ele, e esses podem ser chamados “filhos de Deus”. O homem, na sua condição natural, possui apenas a vida biológica (bios), ele não possui a vida espiritual, a vida de Deus (zoé).

FOME POR DEUS


"A terra natal do jejum cristão é a saudade de Deus. No verão de 1967, completava um ano inteiro que eu estava apaixonado por Noel. (...) Aconteceu no verão antes do meu último ano na universidade. Eu estava trabalhando como instrutor num acampamento cristão na Carolina do Sul. Ela estava a centena de quilômetros longe dali trabalhando como garçonete. (...) Todos os dias eu escrevia-lhe uma carta e falava da saudade. No final de todas as manhãs, um pouco antes do almoço, havia entrega de cartas. Quando eu ouvia meu nome e vai o envelope cor de lavanda, emu apetite sumia. Ou, mais precisamente, minha fome por comida era substituída pela fome do meu coração." pg. 15

O livro que chegou no Brasil em 2006, não é uma obra muito fácil de ser encontrada nas livrarias. Mas se for achada, a melhor opção, sem dúvida, é adquirí-la. Traduzido e publicado pela editora Cultura Cristã, "Fome por Deus", de John Piper, é um livro sobre jejum. E pode-se dizer, certamente, que sua mensagem diverge da maioria das literaturas sobre o tema.

Sem nenhum método para prática da abstinência ou teorias comuns sobre o assunto, Piper traz uma abordagem revolucionária (e bíblica) do verdadeiro sentido do jejum. Para os que, até hoje, não entendem muito bem o motivo e necessidade de se jejuar, ou até para aqueles que jejuam apenas para "libertação dos desejos da carne", o livro é como água no deserto, ou melhor, um prato cheio para quem está com fome.

Não sei se você já se deu conta, mas boa parte das religiões praticam o jejum, o que não caracteriza o jejum como uma exclusividade cristã. No livro, Piper mostra que esta prática é comum, inclusive, em casos políticos e de protesto. Mas então, o que diferenciaria o jejum cristão de todos os outros?

Ainda na base, de glorificar à Deus - ênfase constante do autor em seus livros e pregações - Piper alega que o verdadeiro jejum cristão é aquele que anseia pela volta de Jesus. Onde aqueles que o praticam o fazem sentido falta do Noivo.
"Jejum é uma expressão física do desejo ardente do coração pela volta do Rei", frase do autor. Baseado em Mateus 9:15 [Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o Noivo, e nesses dias hão de jejuar], ele fala sobre a necessidade de sentir tanto a presença como a ausência de Cristo e de como a Sua volta é a base do cristianismo e de suas práticas, incluindo o jejum. Jesus espera que os seus amigos sintam a sua falta, Ele mesmo falou que eles jejuariam em protesto pela ausência física de Cristo na Terra.

O autor não deixa de falar sobre a legitimidade do jejum como forma de protesto e disciplina espiritual para submissão da carne e da alma, mas enfatiza que o verdadeiro foco do cristão deve ser seu ânseio por Jesus e, principalmente pela sua Volta.

Usando o exemplo do povo de Israel, que foi provado por Deus ao receber o maná (a abundância) e passar fome no deserto (a escassez), Piper ilustra a obra que é cheia de explicações doutrinárias e esclarecimentos sobre falsas realidades à cerca do jejum. Os últimos capítulos são dedicados à questão do aborto e dos pobres, uma excelente visão prática para os praticantes da espiritualidade.

A obra que é essencial para todo cristão que está buscando uma vida genuína, nos leva à conclusão de que muitos de nós andamos comendo na mesa do mundo e acabamos sendo impedidos de sentir a verdadeira fome - a fome por Deus.

FOME POR DEUS
John Piper
Editora Cultura Cristã, 2006.
leia a sinopse




sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

"O Filho Pródigo"


O filho de um dos fundadores de uma organização terrorista. Um ambiente indissolúvel de guerra. Um povo ansioso pelo combate. Uma prisão. Depois uma escolha, depois outra, e outra. O mulçumano convicto que passa por duas conversões totalmente inesperadas é Mosab Hassan Yousef, o protagonista da história real narrada por ele mesmo no livro “O Filho do Hamas”, uma obra literária de tirar o fôlego.

Depois de ser o dedicado filho mais velho do xeique Hassan Yousef, Mosab um jovem palestino que anseia seguir a carreira dedicada e religiosa do pai, decide se envolver na guerra em que todo o seu povo está envolvido: militando contra Israel, que domina os territórios palestinos. Seu pai é um dos fundadores do Hamas, um movimento islâmico de resistência fundado em 1986, a partir de um encontro secreto com o objetivo de “mobilizar o povo palestino ae fazê-lo entender a necessidade de independência sob a bandeira de Alá e do islamismo” (pg. 35). Como qualquer outro palestino, Mosa desejava ser um herói, ter armas, ser temido e defender a bandeira do seu povo. Por isso começou atirando pedras em colonos israelenses e depois de, no máximo, adquirir uma arma, foi parar na prisão. Até receber uma proposta.

Em “O Filho do Hamas”, o leitor se depara com uma possibilidade duplamente milagrosa. Um palestino que aceita ser espião do Shin Bet - serviço secreto interno israelense. E que depois de descobrir as boas intenções de Israel e a insanidade das facções terroristas, descobre a Bíblia e as palavras “amai vossos inimigos”. O resultado é sublimemente assustador. Nas páginas escritas por Mosab ficamos cara a cara com uma história de genuína conversão, com alguém descobriu a verdade sobre seu povo, sua religião e, principalmente, sobre si mesmo.

É uma grande experiência mergulhar na vida deste palestino e acompanhar sua vida de afeição pelo pai, a habilidade em silenciosamente salvar milhares de vida, a cinematográfica coragem de ter duas vidas perigosas ao mesmo tempo e, principalmente, sua grande sinceridade. Sinceridade é palavra chave para representar esta obra e o autor. Nas entrevistas, e no livro, o autor não tem meias palavras, é extremamente leal ao que pensa e aos fatos que vê. E, creio eu, foi por causa de sua sinceridade e fidelidade à verdade, que chegou à única Verdade.

Apenas com um enredo cheio de espionagem policial e situações “entre a vida e a morte”, o livro que não nos faz sentir falta do ‘romance’, comum nas narrativas, traz uma mensagem cheia de esperança à nós, ocidentais. Que o conflito de povos milenares tem solução, assim como os nossos conflitos pessoais tem solução. E é uma pessoa: Jesus Cristo de Nazaré. O homem histórico que andou pelo oriente médio por pouco de mais 30 anos, seus ensinos, suas palavras, sua vida é, irremediavelmente, nossa única solução.


* tomei emprestado o título "O Filho Pródigo", da primeira matéria sobre a história de Mosab, publicada em 2008, em um jornal israelense.


O Filho do Hamas

Mosab Hassan Yousef com Ron Brackin

Editora Sextante

Entrevista da Globo News

http://www.youtube.com/watch?v=aEuVaa0rKf4
Outras Matérias

http://www.midiasemmascara.org/artigos/religiao/10939-qfilho-do-hamasq-hoje-luta-contra-qo-deus-do-islamismoq.html
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,filho-de-lider-do-hamas-diz-a-jornal-que-foi-espiao-de-israel,516059,0.htm


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Por que ninguém quer ir mais à Igreja?

- Sei que encontrei a verdade e a fome de Deus numa congregação bem parecida com esta – comentou Laurie.
- Mas ela satisfez sua fome, Laurie?
- Na época eu pensava que sim. Olhando para trás, acho que fiquei meio frustrada quando essa fome despertada em mim não foi satisfeita. Então achei que a culpa era minha por não estar entendendo ou me esforçando o suficiente.
- É isso o que acontece quando uma instituição procura fazer o que não tem condições de realizar. (página 172)

Quando um assunto começa a ser tema central de livros ou está muito na mídia, tenho lá minhas preocupações. Penso que pode ser apenas um vendaval que vem e passa, como uma onda que Deus promove, mas que os homens criam supostas respostas impedindo-a de nos atingir.

Vejo que os cristãos já começaram a falar sobre igreja nas casas ou novas alternativas em relação ao sistema religioso atual. De fato, o debate surgiu devido às inúmeras insatisfações com a igreja que se vive nos dias de hoje e quem bom que as dúvidas começaram a surgir. Tenho certeza de que Deus pode responder a cada uma delas e apresentar-nos seu Filho no meio disso tudo.

Mas foi acompanhando o vendaval do tema e o sucesso das obras de ficção americanas, que a Sextante lançou recentemente Por que você não quer mais ir a Igreja?, de Wayne Jacobsen (o mesmo de A Cabana) e Dave Coleman. O livro de 208 páginas e capa desejável, conta a história de um pastor denominacional que encontra no seu caminho com um homem apaixonado por Jesus. Este homem é João, um cara de discurso fascinante e paixão intensa pela pessoa de Jesus, além de um mistério a ser descoberto. Depois de algumas conversas com seu novo amigo e momentos de frustração e desespero, o pastor Jake Colsen passa a reconsiderar algumas verdades sobre o que é ser igreja.

Não se trata de mais uma resposta doutrinária ou mais uma acusação contra a denominação. O livro vem a nós como uma história que nos diz respeito, sofrimento de Jake de alguma forma já foi ou é o nosso. A história consegue fazer o leitor repensar francamente se a atual estrutura que chamamos de igreja tem de fato ajudado os cristãos na sua trajetória de relacionamento com Deus e comunhão com os irmãos.

Depois de tantos questionamentos, é obvio que na cabeça de Jake muitas perguntas começam a surgir. “Então, o que é Igreja? Devemos nos reunir regularmente? Como edificar uns aos outros? Como se reunir? Como identificar apóstolos? Como encontrar verdadeiros líderes?” Jacobsen e Coleman propõem respostas muito simples e desmistificadas. A obra mostra o quanto ser igreja e conhecer a Deus é simples.

É claro que as cartas do Apóstolo Paulo nos revelam doutrinas a respeito da vida da Igreja, contudo, elas parecem dar muito mais luz à busca por conhecer a Deus e a confiança que devemos ter nele do que qualquer outra coisa. Nossas regras, atalhos e programas só nos têm levado ao fracasso. A verdade é que os cristãos estão cada vez mais querendo se colocar no lugar de Jesus. Queremos construir sua igreja, organizá-la, mantê-la e até edificá-la. Precisamos acreditar, definitivamente, que Ele é melhor do que nós. E finalmente confiarmos na sua ação, de que ele vivificará e cuidará da sua igreja, e fará isso bem melhor do que nós!

Para quem anda insatisfeito com as reuniões nos prédios e até para aqueles que não têm visto progresso nas reuniões caseiras, a obra é uma boa indicação. Enquanto lê, deixe-se surpreender com a notícia que Igreja é, acima de tudo, relacionamento.

Por que você não quer mais ir à igreja? –
uma história sobre o verdadeiro sentido do amor de Deus.

Wayne Jacobsen e Dave Coleman
Editora Sextante

domingo, 2 de janeiro de 2011

ÉPICO - Vale a pena pagar o ingresso


“Ele colocou no coração do homem o anseio pela eternidade”

Traduzido no Brasil em 2007, pela Thomas Nelson Brasil, como “O Evangelho Segundo Deus” o livro de John Eldredge, conta a história da humanidade como a grande epopéia inspiradora de todas as histórias já contadas pelos homens. Dividida em atos, como uma peça de teatro, a obra pega carona com filmes “sucesso de bilheterias” para explicar por quê suspiramos tanto por heróis e nos emocionamos tanto com finais felizes. A resposta é simples “se há sempre um herói nas histórias, é porque há um na sua!”.

Sem nenhum enfado e com uma bela narrativa, Eldredge fala do inconsciente coletivo. Explica que a humanidade sempre criou e contou histórias para explicar suas dúvidas e expressar seus anseios. Mas não é mera coincidência as semelhanças dessas narrativas mitológicas que acompanham nossa história na Terra. Todos nós pertencemos à mesma história e por isso repetimos nas artes os resquícios que sobraram em nossa alma. Deus plantou no coração do homem desejos e dúvidas que o atrai instintivamente a ele.

A leitura do livro parece dá um zoom em todos os fatos históricos que o mundo já passou e, de longe, nos faz enxergar melhor o plano de Deus e como é importante estarmos inseridos nele. Trechos das obras de autores como C.S. Lewis, Frederick Buechner, J. R. Tolkien e Soren Kierkegaard trazem ainda mais base e inspiração à obra, que de tão leve pode ser lida em menos de uma semana. São 126 páginas com bons espaçamentos, páginas amareladas, muitos subtítulos e apenas 4 capítulos, ou seja, o ideal para leitores iniciantes e poucos conhecedores do evangelho.

“Todas essas histórias foram extraídas da História, da Realidade. Ouvimos seu eco a vida inteira. Um segredo escrito em nosso coração. Uma grande batalha para enfrentar e alguém para lutar por nós. Uma aventura, algo que exige tudo o que temos, algo para ser repartido com aqueles a quem amamos e de quem necessitamos. Há uma história da qual não podemos fugir. Há uma história escrita no coração humano.” (pg.21)

Essa é uma história que vale a pena ser lida e vivida.

O Evangelho Segundo Deus
a história que Deus quer contar e que você quer ouvir
Título original: Epic
John Eldredge
Editora Thomas Nelson