sexta-feira, 9 de março de 2012

O Limbo – Uma Tese Contra o Namoro, a Favor do Casamento

A palavra “limbo” ficou popularmente conhecida por causa da Igreja Católica. Os católicos diziam que aqueles que não se batizaram e não cometeram nenhum pecado mortal (mais especificamente as crianças que morreram antes do batismo) não entrariam no céu, mas ficariam às portas. O termo que significa “à margem” se refere ao fato de alguém, mesmo tendo a alma salva, não ter acesso à plena presença de Deus.

Assim como a Igreja Católica fez uso desse termo para falar de uma posição incompleta, eu costumo dizer que o mundo criou o termo “namoro” para legar, nos relacionamentos, o mesmo sentido. Biblicamente falando, não existe nenhuma fase no relacionamento entre um homem e uma mulher chamada namoro. As fases apresentadas pelas Escrituras são apenas: noivado e casamento. O que também poderíamos chamar de: escolha (incluindo o período de preparo, onde se desenvolve a toda a ‘paixão’) e consumação.

Com as mudanças drásticas na sociedade, principalmente na década de 50, a família foi a primeira a ser afetada, e o divórcio passou a ser comum. Traumatizados com as quebras nos relacionamentos, os jovens decidiram apelar para a falta de compromisso e o namoro se tornou um status, a fase mais desejável entre os jovens. Foi nessa época que os filmes e as propagandas ficaram cheios de cenas de jovens casais, que não eram casados, mas eram felizes e extremamente apaixonados.

O namoro, fruto dessa fase de “quebra de padrões”, é normalmente uma fase de total ilegalidade, o que vai totalmente contra a personalidade de Deus, que só age de forma legalmente compromissada. É extremamente duvidoso que cristãos sintam-se à vontade enquanto vivam essa fase. O Deus que conhecemos na Bíblia é um Deus exageradamente amoroso e misericordioso, mas, também, extremamente fiel.

Essa é uma característica que se sobressai em todas as suas histórias. Seja com Davi, com Noé, com Abraão, com o povo de Israel e até mesmo conosco, ele é fiel às suas promessas e aos seus compromissos. Lendo o Velho Testamento qualquer um verá que ele é um Deus que ama fazer alianças! Na verdade, se hoje existimos e podemos ser considerados seus filhos é porque ele simplesmente não desistiu de nós, e a sua lealdade para com sua própria palavra foi maior do que nossos mais terríveis pecados.

Hoje, vejo que muitos jovens costumam passar anos namorando e parecem muito felizes com essa fase. Eu, particularmente, posso dizer que o namoro representou, de certa forma, os piores dias da minha vida. Depois que escolhi e fui escolhida pelo Angelo (meu marido), vivi um tempo de tensão máxima, antes do casamento. Eu desejava ser totalmente dele, mas, ao mesmo tempo, isso ainda não podia acontecer. Como alguém pode estar bem tendo a pessoa que mais ama de forma incompleta?

A noiva de Cantares, por exemplo, está desesperada para casar. Ela não está nem um pouco à vontade com essa fase, ela não quer nem um pouco ser “a namorada”. A única coisa que ela fala é sobre o casamento, e o que ela mais deseja é que seu Noivo venha e case com ela (Ct 8.14). Como isso é bonito! O livro de Cantares mostra-nos como o casamento, uma real aliança, é algo desejável. Na Bíblia inteira, a maior propaganda que Deus faz é sobre o casamento. Se você a ler por completo, certamente se convencerá que Deus trabalha por meio de famílias, e famílias só nascem por meio de aliança e o casamento é, natural e espiritualmente, a maior das alianças. Não é a toa que Jesus se diz Noivo de Sua Igreja e usa a figura do casamento.

Já o sistema deste mundo, faz muita propaganda do namoro e do sexo sem compromisso. O casamento hoje é algo indesejável e não faltam piadas sobre o assunto. Nesta briga entre luz e trevas, sinto falta de cristãos que mostrem, com suas decisões, o quanto o casamento é bom. Hoje em dia, temos muita falta de bom testemunho sobre o plano de Deus por meio do casamento.

Em Tito 2.3-5, Paulo recomenda às irmãs mais velhas da igreja que aconselhem as mais novas a amarem seus maridos e filhos. Nesses versículos, Paulo está dizendo que é dever das mulheres mais experientes ensinar às mais novas que o casamento é bom, e ser mãe e dona de casa não é um suplício, e sim um glorioso chamado.

Infelizmente não é isso que vemos nas igrejas. Enquanto as esposas reclamam dos maridos e os maridos não aguentam mais as esposas, os jovens continuam namorando – tranquilamente. Por anos a fio, sem nenhuma ansiedade para casar, sem nenhuma necessidade de ir além (“pelo menos, por enquanto”). O que me deixa preocupada, porque só há dois motivos para estarem calmos. Ou anteciparam parte do casamento, iniciando a vida sexual. Ou lhes falaram tão mal do casamento e testemunharam tão contra o plano de Deus através da família que deixaram todos eles com medo da verdadeira vontade de Deus.

“Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher e serão ambos uma carne.” Gn 2:24
“Seja honrado entre todos o matrimônio e o leito sem mácula...” Hb 13:4
“O reino dos céus é semelhante a um certo rei que celebrou as bodas de seu filho;”Mt 22:2

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